APB anuncia mudanças no Mundial de Bodyboard

Alterações incluem novos critérios para divisão de acesso e novo formato para os campeonatos do tour

por Lucas Conejero, 17/04/2018
follow

A Association of Professional Bodyboarders anunciou na última sexta-feira (13) mudanças revolucionárias no formato do Circuito Mundial de Bodyboard.

Depois de um primeiro evento 1 estrela na África do Sul e de anunciar o cancelamento de algumas etapas durante o ano, a entidade também divulgou o calendário oficial da temporada, definitivamente sem Pipeline e Teahuppo e também sem muitas explicações.

A etapa brasileira, o Itacoatiara Pro, está confirmada e acontece entre os dias 16 e 27 de junho no famoso point de Niterói (RJ).

O circuito agora será dividido entre o Mens World Tour, o Womens World Series, o World Pro Junior e o DK World Championships.

O Mens World Tour e o Womens World Series contam com etapas do World Grand Slam Series, divisão principal, e do QEST, válido como divisão de acesso, além de etapas independentes, com nove confirmadas para os homens e apenas quatro para as mulheres.

No final da temporada, o título mundial será decidido pelos três melhores resultados do WGS e os oito melhores atletas do QEST substituem os oito piores colocados da elite.

O formato dos campeonatos também foi alterado e é inspirado no “estilo Shark Island”, com cada competidor na água em três baterias não eliminatórias na primeira fase, onde contam apenas as três melhores notas de todas essas disputas. Os melhores colocados classificam-se direto para a quarta fase.

Segundo nota da APB, a diretoria acredita que essas medidas tornarão as baterias mais emocionantes e os eventos mais atraentes para o público, seja na praia, seja pela internet.

A esquadra brasileira feminina no circuito é formada pela pentacampeã mundial Neymara Carvalho e pela tetracampeã Isabela Souza.

No masculino, Uri Valadão e Roberto Bruno defendem nossa bandeira entre os tops. Ainda temos três representantes Pro Junior: Luan Tavares, Igor de Almeida e Iago Nascimento.

Potência Mundial

Com centenas de milhares de praticantes e ondas perfeitas para a modalidade, o Brasil é uma potência mundial do bodyboarding.

Na categoria Feminino, por exemplo, a hegemonia é impressionante. Um levantamento recente do projeto Mundo Bodyboard indica que nos 27 anos de circuito nove brasileiras levantaram 21 vezes o caneco.

O circuito masculino é mais antigo e tem 35 anos de história. Três brasileiros conquistaram oito vezes o troféu de melhor do mundo. Destaque para o hexacampeão Guilherme Tâmega.
  
Clique aqui e confira o calendário completo da temporada 2018.

Foto de capa: Hugo Pinheiro por Miguel Nunes / Red Bull Content Pool.