Ataques paralisam etapa da WSL na Austrália

Dois incidentes com tubarões geraram pânico entre os atletas e as disputas do Margaret River Pro estão suspensas

por Redação Almasurf, 16/04/2018
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Dois ataques de tubarão com poucas horas de diferença assustaram os atletas do Circuito Mundial de Surf e forçaram a WSL a paralisar na madrugada desta segunda-feira, horário de Brasília, a etapa de Margaret River, localizada no oeste australiano, durante a repescagem do evento feminino.

O primeiro ataque aconteceu em Gracetown, o surfista teve sua perna dilacerada e está em estado crítico. Já o segundo ataque ocorreu no crowdeado pico de Lefthanders e foi menos grave, deixando apenas alguns ferimentos na perna e uma bela mordida na prancha de um surfista dinamarquês.

Há cerca de duas horas, os tops Gabriel Medina e Ítalo Ferreira manifestaram-se pelas redes sociais e assumiram grande desconforto em competir nas praias da região. Especialistas ouvidos pela Almasurf afirmam que a etapa corre sérios riscos de ser cancelada.

“Continuam insistindo em fazer etapas onde o risco desse tipo de acidente é muito alto. A segurança dos atletas não é prioridade?”, questionou Ferreira, um dos líderes do ranking ao lado do australiano Julian Wilson.

“Eu não me sinto seguro treinando e competindo nesse tipo de lugar. A qualquer hora pode acontecer alguma coisa com um de nós”, completou Medina.

De acordo com as autoridades locais entrevistas pela ABC, as praias foram fechadas e os frequentadores avisados dos riscos, mas muitos ignoraram as placas e alertas e permaneceram na água.

A região de Margaret River é famosa pela quantidade de picos perfeitos para a prática do surf e pelo histórico sinistro de dezenas de ataques de tubarão nas últimas décadas.

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