Augusto Olinto estreia série Foi para Portugal

Reportagens abordarão ida de atletas profissionais e amadores para a "Terrinha".

por Lucas Conejero, 06/03/2018
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A Almasurf, o portal dos boardsports, estreia nesta terça-feira uma série de reportagens batizada de Foi para Portugal.

Afinal, quem não conhece alguém que deixou recentemente o Brasil e foi morar na “Terrinha”?

Uma espécie de “êxodo”, que também atingiu atletas, profissionais e amadores, em busca de algo além de segurança e melhor qualidade de vida: altas ondas e excelentes condições para a prática de muitos boardsports.

Durante a última semana, batemos um papo com o longboarder Augusto Olinto, radicado na Costa da Caparica há cerca de um ano.

Principal expoente da nova geração ubatubense da modalidade, o jovem de 26 anos mistura um estilo clássico com manobras modernas e coleciona boas colocações em campeonatos importantes, como o título do tradicionalíssimo Motorbeach Festival na Espanha.

Olinto conta que optou por trocar de país, principalmente, em função da falta de patrocínio e da pouca atenção da imprensa especializada brasileira para o longboard.

Atitude compreensível, já que ele perdeu sua vaga no Circuito Mundial de 2018 por não ter recursos para participar de uma etapa em Papua Nova Guiné no ano passado.

“O longboard não é valorizado no Brasil e isso desanima muito. Aqui em Portugal, além de ter espaço na mídia, tenho a oportunidade de correr vários eventos e de ficar perto do meu shaper. Meu foco agora é treinar forte, ir para a seletiva do Peru e reconquistar meu espaço”, conta Olinto.

É a WSL quem organiza o Circuito Mundial de Longboard, mas ele não tem o mesmo formato do circuito das “pranchinhas”. Seletivas acontecem em diferentes regiões do mundo e os classificados disputam o caneco da temporada em duas etapas finais.

Como preparação para a Seletiva do Peru, Augusto afirma surfar todo dia. “Só não treino em mar muito grande para evitar quebrar as pranchas. Nesses dias, vou de pranchinha mesmo”, explica o longboarder.

Mas nem tudo são flores e apesar das boas e constantes ondas, a temperatura da água das praias portuguesas não é nada agradável, principalmente para atletas de países tropicais.

“Não tive dificuldade de me adaptar às ondas, mas por aqui a temperatura da água está quase sempre entre 13°C e 15°C, bem diferente de Ubatuba. É difícil surfar com essa temperatura”, revela Olinto.

“Fui muito bem recebido pela galera local e já tenho vários amigos. Estou feliz e determinado para seguir minha carreira e buscar os títulos”, finaliza.

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