Surf rock, grunge e Katy Perry: um papo com o Hockey Dad

Banda australiana gravou novo disco onde o Nirvana fez seus últimos registros.

por Tony Aiex, 24/01/2018
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Hockey Dad é uma banda australiana formada em 2013 que lançou seu disco de estreia, Boronia, em 2016 e chamou a atenção de muita gente.

Misturando surf rock com refrães pegajosos e muitas guitarras, a dupla é uma das grandes promessas de 2018 e irá lançar um novo disco de estúdio chamado Blend Inn em 9 de Fevereiro.

Tony Aiex, do site Tenho Mais Discos Que Amigos, conversou rapidamente com o Hockey Dad, que está lançando um novo single hoje, e você pode ler o papo logo abaixo.

Olá! Obrigado por conversar com a gente. O Hockey Dad é uma banda bem nova, como vocês descreveriam seu som para alguém que nunca o ouviu?

É uma mistura potente de surf rock dos anos 60, grunge e Katy Perry. Nós dois ouvimos muitos tipos de músicas diferentes então gostamos de misturar muitas coisas diferentes.

Após o disco de estreia em 2016, vocês irão lançar seu segundo álbum agora e ele foi gravado em Seattle, com diversas influências de elementos de lá como o estúdio, o equipamento e outros grupos que gravaram em uma cidade tão icônica. Você poderia nos contar um pouco sobre o processo?

O processo de gravação do último álbum foi incrível. Nós gravamos nos estúdios Robert Lang, que teoricamente é o último lugar onde o Nirvana gravou [a banda realmente fez sua última sessão lá e o Foo Fighters gravou seu primeiro disco no mesmo local]. O lugar todo era muito inspirador. Ele também é conhecido por ser mal assombrado, o que nos manteve alerta o tempo todo.

Quais vocês diriam que são as maiores diferenças entre as músicas que gravaram para o primeiro disco e essas? Que bandas e discos vocês vinham ouvindo ultimamente?

As novas músicas são muito mais densas e mais baseadas no rock and roll. Elas foram escritas de forma um pouco diferente também. No último disco a gente se reuniu em um espaço e compôs tocando tudo junto. Esse disco nasceu com um computador no quarto.

Ultimamente a gente tem ouvido bandas como Twin Peaks, Horror My Friend, Black Lips e The Rolling Stones.

O Hockey Dad é da Austrália, e vocês excursionaram pelo mundo todo nos últimos meses. Como é a cena do rock and roll no país de vocês e como é poder ir para tantos lugares diferentes tocando suas músicas após a boa recepção do álbum de estreia?

A cena australiana é ótima. É a cena mais amigável e apoiadora que eu já vi em todo mundo. Excursionar por aí e ver pessoas estranhas curtindo a sua música e mostrando que ela significa algo para elas é um sonho se tornando realidade.

“Homely Feeling” fala um pouco sobre isso, certo? Aquele sentimento de estar ao redor de pessoas ótimas, mas ao mesmo tempo, desejar estar em casa. Essa música é um reflexo de tudo que vocês passaram no último ano? Como ela traduz o conceito de todo o álbum, tanto nas letras quando no instrumental?

Sim, a ideia toda dessa música e um grande conceito do álbum são os sentimentos e as experiências pelas quais passamos crescendo e viajando para tocar. Musicalmente o álbum é mais maduro. Quanto às letras, as ideias que queríamos mostrar são basicamente o que temos feito nos últimos dois anos.

Tocar como uma dupla pode ser difícil, mas é algo que parece ter se popularizado no rock and roll nos últimos anos com bandas como Royal Blood, The Black Keys, Death From Above, The White Stripes e tantas outras. Como foi lá no começo quando vocês decidiram iniciar a banda? Foi uma decisão consciente ter só dois integrantes? Como vocês traduzem as ideias em estúdio para as apresentações ao vivo?

Nós vimos uma dupla chamada Mother & Son em Wollongong [cidade da Austrália] quando éramos jovens e realmente queríamos fazer algo assim. Fazemos o máximo para tocar as músicas como as gravamos em estúdio, mas às vezes é difícil. Sempre gostamos do desafio de tocar como uma dupla. Quando tudo vai bem e as pessoas dizem que a gente soa ao vivo como soa no álbum é sempre um bom sentimento.

Vocês têm mais discos que amigos?

Com certeza.

A publicação deste artigo é uma cortesia de Tony Aiex, do site Tenho Mais Discos Que Amigos

 

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