O surf transforma vidas

Marcamos presença no OFF Conecta e batemos um papo com o Davizinho Radical, prodígio do esporte brasileiro, exemplo de superação e de inclusão através do surf

por Lucas Conejero, 08/11/2019
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A equipe da Almasurf marcou presença na noite da última quinta-feira (7) no OFF Conecta, evento inédito do canal de TV por assinatura que reuniu atletas, produtores, jornalistas e entusiastas em um espaço muito maneiro na capital paulista.

Entre as palestras, os shows e as exibições de filmes, aproveitamos para trocar uma ideia com o Davi Teixeira, ou “Davizinho Radical”, prodígio do esporte brasileiro, exemplo de superação das limitações e de inspiração através do surf.

Na companhia de sua mãe, o jovem carioca de 14 anos contou como começou a pegar onda e o quanto isso foi transformador para a sua vida e da sua família. Medalhista do ISA Games e campeão mundial de surf adaptado, o garoto é uma celebridade nas redes sociais e referência para quem pretende superar obstáculos em busca de um sonho.

“Comecei a surfar incentivado pela minha mãe. Ela pegava onda de bodyboard e comprou um de presente no meu aniversário de 7 anos. Mas só ficava brincando na areia, não ia para a água. Um dia, um cara me viu na praia e perguntou se eu topava pegar onda numa pranchinha com ajuda dele. Topei na hora e mudou minha vida. Desde aquele dia eu só quero saber de surfar”, revela Davi.

A partir desse momento, Davizinho se matriculou nas aulas da Adaptsurf, ONG sem fins lucrativos que promove a inclusão social através do esporte, e sua carreira como competidor teve uma ascenção meteórica. Com apenas seis meses de experiência partiu para a Califórnia em busca do título mundial da categoria Assistida.

“Fomos eu e minha família com a cara e a coragem. A gente tinha pouco dinheiro, não falava nada de inglês. No fim me dei bem e fiquei com o vice-campeonato. No ano seguinte voltei para competir o mesmo evento fui campeão mundial”, conta orgulhoso.

Davi é o atual campeão sul-americano da categoria batizada de Assistida. Como não consegue remar e nem dar um joelinho, conta com apoio de uma equipe de duas pessoas nas competições. Um dos auxiliares fica posicionado na areia e outro acompanha o atleta no outside. “Quando eu finalizo a onda ou tomo um caldo, alguém tem que me pegar e levar de volta ao outside”, explica.

Quando questionado sobre o que tem a dizer às pessoas que têm medo ou se acham incapacitadas, Davizinho é enfático. “Faça um esporte que você ama, que você admira, não tem porque ter medo. É uma conexão muito forte com a natureza e com Deus. O surf transformou a minha vida e também pode transformar a sua”.