Seleção brasileira dos esportes de prancha

Brasil começa a temporada com atletas em todas as modalidades; Confira a lista dos tops nos circuitos mundiais dos diferentes boardsports

por Lucas Conejero, 03/04/2019
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A popularização do surf e dos esportes de prancha que dele derivaram é fato consumado, sobretudo no Brasil, com seus mais de 8 mil quilômetros de praias.

Cada vez mais, uma diversidade enorme de pranchas e tribos povoa os mares, rios, lagoas e represas, além das ladeiras e das milhares de pistas de skate do País.

Com representantes e campeões mundiais em praticamente todas as modalidades dos chamados “boardsports”, somos uma potência mundial consolidada e respeitada.

Abaixo, você confere quais são esses esportes, as entidades que os regem e quem são nossos principais atletas.

Surf

Com o bicampeonato de Gabriel Medina, a seleção brasileira de surf chega ainda mais forte à temporada 2019 da World Surf League. Onze atletas vão defender a bandeira brasileira entre os principais surfistas do mundo.

A escalação masculina é a seguinte: Gabriel Medina, Filipe Toledo, Ítalo Ferreira, Willian Cardoso, Michael Rodrigues, Adriano de Souza, Yago Dora, Jessé Mendes, Jadson André e os estreantes: Peterson Crisanto e Deivid Silva.

No Feminino, a cearense Silvana Lima e Tati West formam nossa dupla de combatentes. Vale lembrar que Silvana está contundida e só deve voltar ao tour a partir da terceira etapa.

Skate

Desde o ano passado, depois da unificação do calendário brasileiro, a Confederação Brasileira de Skate, de olho nas Olimpíadas de Tóquio, montou uma seleção brasileira das duas modalidades olímpicas: Street e Park. Cada uma conta com três competidores e um convidado pela Confederação.

Na Park Feminino: Yndiara Asp, Isadora Pacheco e Leticia Gonçalves. Na Park Masculino: Pedro Barros, Pedro Quintas e Luiz Francisco. Na Street Feminino: Pamela Rosa, Rayssa Leal e Virginia Fortes. E na Street Masculino: Kelvin Hoefler, Felipe Gustavo e Tiago Lemos.

Bodyboard

Com centenas de milhares de praticantes e ondas perfeitas para a modalidade, o Brasil é uma potência mundial do bodyboarding. São 21 títulos mundiais na categoria Feminino e oito na Masculino do APB Tour.

Atualmente, o time brasileiro conta com Uri Valadão, campeão mundial em 2008, Isaias Ravyc, Eder Luciano, Sócrates Santana, Dudu Pedra e Marcelo Barros no Masculino.

No Feminino, a pentacampeã Neymara Carvalho, a bicampeã Isabela Souza e Gutta Borges, além da ex-top Mayla Venturim, que também deve voltar às baterias do tour em 2019, representam a bandeira brasileira.

Longboard

O time brasileiro chega forte no tour organizado pela WSL com dez representantes entre os 60 melhores do mundo. Chloé Calmon, vice-campeã mundial, Atalanta Batista e Monique Pontes defendem a bandeira brazuca entre as mulheres. Wenderson Biludo, Rodrigo Sphaier, Phill Rajzman, Eduardo Bagé, Carlos Bahia, Gabriel Nascimento e Jefson Silva competem entre os homens.

SUP

Outro esporte de prancha em franca popularização, o Stand Up Paddle invadiu as praias, rios e represas do Brasil. Em pouco tempo, nossos atletas passaram a conquistar títulos em todas as categorias do APP World Tour.

Na SUP Wave, Aline Adisaka e Nicole Pacelli correm o tour feminino mundial. No Masculino, são dez atletas brasileiros: Wellington Reis, Caio Vaz, Daniel Ferlin, Lucas Medeiros, Luciano Martins, Bezinho Otero, Leo Gimenes, Luiz Diniz, Matheus e Leco Salazar.

Na Race, a polivalente Aline Adisaka, Lena Guimarães, destaque dos últimos Jogos Sulamericanos de Praia em Rosário, Argentina, e os também medalhistas dos jogos Vinnicius Martins e Arthur Santacreu ganham cada vez mais espaço.

Windsurf

Circuito único composto por etapas das diferentes categorias, o Mundial de Windsurf é organizado pela PWA. As categorias em disputa são Wave, Freestyle e Slalom. A Wave é o windsurf nas ondas, onde contam manobras na parede e aéreos.

O Freestyle é disputado no “flat” e contam as manobras aéreas que os atletas mandam nas pequenas marolas de vento. Já o Slalom é a categoria de corrida, uma das mais rápidas da vela, com velejadores chegando a mais de 70km/h durante as regatas.

Atualmente, são três representantes brasileiros no tour: Marcilio Browne, campeão mundial em 2013, que compete nas ondas, Biel Browne, irmão mais novo de Marcilio, e Mateus Isaac, ambos na categoria Slalom.

Kitesurf

As regiões norte e nordeste do Brasil, com seus ventos constantes durante o ano inteiro, são consideradas paraísos por brasileiros e estrangeiros apaixonados pelo kitesurf.

No GKA Kitesurf World Tour, válido como circuito mundial profissional, temos representantes expressivos nas duas categorias em disputa, Freestyle e Kite Wave. Jornalista especializada na modalidade, Gisele Nuaz preparou uma lista para a Almasurf com os nomes do time brazuca.

Na Freestyle: Alex Neto, Carlos Mário Bebê, Dioneia Vieira, Erick Anderson, Estefânia Rosa, Kalu de Sousa, Luiz Emmanuel, Manoel Soares Piçarrinha, Mikaili Sol e Set Teixeira. Na Kite Wave: Milla Ferreira, Pedro Matos, Rafael de Souza, Reno Romeu, Sebastian Ribeiro.

Wakeboard

A cada dois anos, as federações de cada país enviam seus atletas para um campeonato mundial organizado pela IWWF e com um formato diferente do tradicional. Todo ano, os atletas correm o circuito da WWA e as etapas do World Series, que funciona no sistema “open”.

Produtor do principal evento de âmbito internacional no Brasil, Bruno Dib, diretor da Dibbra, listou os representantes brasileiros nos principais campeonatos: Marcelo Giardi, Victor Cordeiro, Felipe Miyamoto, Pedro Caldas, Luciano Rondi, Henrique Daibert, Pedro Rosas, Caio Gadelha, Gustavo Machado e Zezinho Ferreira.

Skimboard

Esporte derivado do antigo “sonrisal”, o Skimboard cresce a cada dia, enquanto seus atletas e dirigentes batalham pela profissionalização da modalidade.

O Brasil tem uma das três melhores ondas do mundo para a prática do skim, a praia da Sununga, em Ubatuba, que desde 2013 sedia uma etapa do tour mundial organizado pela United Skim Tour (UST).

O carioca Lucas Fink é vice-campeão mundial e o único com patrocínio para correr todas as etapas. Leandro Azevedo, Renato Lima e outros nomes que são referências, infelizmente, não contam com apoiadores e acabam fora da maioria dos eventos.

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